O Habita - Colectivo pelo direito à habitação e à cidade juntou-se ao gigantesco protesto indignado de 15 de Setembro, em Lisboa. Desfilou com uma faixa onde se podia ler Nem gente sem casa, Nem casas sem gente! e distribuiu alguns milhares de comunicados onde se apresentava e tomava posição contra o projecto de lei do governo sobre o crédito à habitação que esteve recentemente em discussão na Assembleia da República, intitulado Contra os despejos das famílias, despeje-se o governo!
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Seminário Preparatório
HABITAÇÃO, URBANISMO E ESTADO SOCIAL
22 SETEMBRO | FACULDADE DE LETRAS - IGOT-UL
(Auditório Orlando Ribeiro)
(Auditório Orlando Ribeiro)
PROGRAMA
9:30 - Enquadramento: Desafios e inquietações
Teresa Barata Salgueiro, IGOT-UL
José Romano, A25Abril
André Carmo, IGOT-UL
10:00 - Direito à habitação
Nuno Serra, CES
Helena Roseta, CML
Rita Silva, HABITA
11:30 - Debate
13:00 - Almoço
14:30 - Urbanismo e cidades de hoje
Nuno Portas, FAUP
Paulo Morais, TIAC
Pedro Bingre Amaral, IPC
João Ferrão, ICS-UL
16:30 - Debate
17:30 - Encerramento: Ideias e pistas para um futuro diferente
Jorge Malheiros, IGOT-UL
Rita Raposo, SOCIUS-UTL
Teresa Barata Salgueiro, IGOT-UL
José Romano, A25Abril
André Carmo, IGOT-UL
10:00 - Direito à habitação
Nuno Serra, CES
Helena Roseta, CML
Rita Silva, HABITA
11:30 - Debate
13:00 - Almoço
14:30 - Urbanismo e cidades de hoje
Nuno Portas, FAUP
Paulo Morais, TIAC
Pedro Bingre Amaral, IPC
João Ferrão, ICS-UL
16:30 - Debate
17:30 - Encerramento: Ideias e pistas para um futuro diferente
Jorge Malheiros, IGOT-UL
Rita Raposo, SOCIUS-UTL
Este seminário realiza-se no âmbito do Fórum Cidadania pelo Estado Social (http://cidadaniapeloestadosocial.pt/)
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Contra os despejos das famílias, despeje-se o governo
projectos do governo sobre crédito à habitação
Contra os despejos das famílias,
despeje-se o governo
20 de Setembro de 2012
Comunicado n°9
Estando a decorrer no Parlamento a discussão sobre o crédito à habitação, cuja votação se prevê para breve, o Habita – Colectivo pelo direito à habitação e à cidade, considera que
o projecto de lei, apresentado a semana passada pelos partidos da coligação governamental (PSD e CDS-PP), relativo à situação das famílias que deixaram de conseguir pagar os seus créditos à habitação constitui um sinal muito preocupante de que o governo não pretende assumir as suas responsabilidades.
Alertamos para os seguintes aspectos gravosos do projecto em discussão:
- em muitos casos, a entrega da casa não implicará a liquidação da dívida;
- em vários aspectos, o projecto remete para a negociação com a banca e obriga à reavaliação do valor da habitação, o qual só terá validade se a entidade bancária estiver de acordo com o seu valor. O que coloca por inteiro o poder de decisão nas mãos da banca, deixando as famílias numa posição muito desigual para negociar o quer que seja;
- as medidas vão no sentido da constituição de novas dívidas, ou do seu agravamento, em consequência da renegociação e do aumento do spread, agravando sobretudo as condições de vida das famílias com maior fragilidade económica;
- quem estiver perante a situação de perder a habitação não tem alternativas viáveis que não firam a sua dignidade.
Estas medidas contribuem para agravar situação social e habitacional de grande parte das pessoas. Como temos vindo a reafirmar, a habitação, mais do que uma mercadoria é um bem fundamental à vida e um direito, constitucionalmente consagrado (artº 65º CRP). Por isso, defendemos que:
- Não pode haver despejos sem alternativas dignas para as famílias;
- A entrega da casa ao banco deve liquidar a dívida, tal como acontece em outros países, como os EUA ou a Islândia;
- Que as pessoas, não podendo pagar o seu empréstimo devido à deterioração da sua situação económica, e não tendo qualquer alternativa habitacional digna, tenham a possibilidade de se manter na mesma casa, como arrendatários, pagando um valor que não ultrapasse 30% do seu rendimento;
- Nas contratualizações em que seja necessário avaliações, estas devem ser feitas por entidades independentes e não pela banca.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
NEM GENTE SEM CASAS, NEM CASAS SEM GENTE
Apelo à manifestação “que se lixe a troika”
NEM GENTE SEM CASAS,
NEM CASAS SEM GENTE
Comunicado nº8
14 de Setembro de 2012
O Habita – Colectivo pelo Direito à Habitação e à Cidade junta-se à iniciativa “que se lixe a troika”, apela à participação na manifestação a realizar-se amanhã, dia 15 de Setembro a partir das 17h e que visa contestar o regime de austeridade que tem sido imposto não só a Portugal, mas também à Grécia, a Espanha, a Itália e à Irlanda, colocando estes países reféns da Troika e da especulação financeira e instituindo uma política de empobrecimento. Respondemos assim ao apelo à construção de alternativas, passo a passo, que partam da mobilização das populações destes países e que cidadãs e cidadãos gregos, espanhóis, italianos, irlandeses, portugueses e todas as pessoas se juntem, concertando acções, lutando pelas suas vidas e unindo as suas vozes.
As políticas austeritárias promovidas pela Troika só têm contribuído para generalizar o desemprego e a precariedade e para baixar os salários, fazendo disparar os níveis de incumprimento nos créditos à habitação e produzindo efeitos sociais dramáticos, que as medidas propostas vêm agravar: as pessoas têm dificuldades em fazer face à suas necessidades mais básicas e estão em risco de perder o seu único tecto. Lembramos que os níveis de incumprimento nos créditos à habitação, agora verificados, são sintoma do fracasso das políticas “queres casa vai ao banco”. Estas políticas, incentivadas pelos sucessivos governos, trataram a habitação como um negócio e promoveram o endividamento como forma permitir às pessoas pagarem os preços inflacionados e especulativos, bem superiores a um poder de compra condicionado pelos baixos salários praticados em Portugal. A proposta apresentada esta semana pelos partidos da coligação governamental (PSD e CDS-PP) relativa à situação das famílias e das pessoas que deixaram de conseguir pagar os seus créditos à habitação é um sinal, muito preocupante, de que o governo não pretende assumir as suas responsabilidades na promoção de políticas que salvaguardem o direito à habitação, contribuindo para agravar situação social e habitacional de grande parte das pessoas.
Com temos vindo a reafirmar, a habitação, mais do que uma mercadoria é um elemento fundamental da vida e um direito constitucionalmente consagrado (artº 65º CRP). Por isso, defendemos que:
- Não pode haver despejos sem alternativas dignas para as famílias;
- A entrega da casa ao banco deve liquidar a dívida, tal como acontece em outros países, como os EUA ou a Islândia;
- As pessoas, quando não podem pagar o seu empréstimo devido à deterioração da sua situação económica e não têm qualquer alternativa habitacional digna, tenham a possibilidade de se manter na mesma casa, como arrendatários, pagando um valor que não ultrapasse 30% do seu rendimento.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
CRÉDITO À HABITAÇÃO: o governo desprotege as famílias e degrada o direito à habitação
Apelamos
à participação
na
manifestação “que se lixe a troika”
13 de Setembro de 2012
Comunicado n°7
Comunicado n°7
O
Habita – Colectivo pelo
Direito à Habitação e à Cidade
considera que a proposta apresentada pelos partidos da coligação
governamental (PSD e CDS-PP) relativa à situação das famílias e
das pessoas que deixaram de conseguir pagar os seus créditos à
habitação é um sinal, muito preocupante, de que o governo não
pretende assumir as suas responsabilidades na promoção de políticas
que salvaguardem o direito à habitação, contribuindo para agravar
situação social e habitacional de grande parte das pessoas.
Lembramos
que os níveis de incumprimento nos créditos à habitação, agora
verificados, são sintoma do fracasso das políticas “queres
casa vai ao banco”.
Estas políticas, incentivadas
pelos sucessivos governos, trataram a habitação como um negócio e
promoveram o endividamento como forma permitir às pessoas pagarem os
preços inflacionados e especulativos, bem superiores a um poder de
compra condicionado pelos baixos salários praticados em Portugal. As
políticas austeritárias promovidas pela Troika só têm contribuído
para generalizar o desemprego e a precariedade e para baixar os
salários, fazendo disparar os níveis de incumprimento nos créditos
à habitação e produzindo efeitos sociais dramáticos, que as
medidas propostas vêm agravar: as pessoas têm dificuldades em fazer
face à suas necessidades mais básicas e estão em risco de perder o
seu único tecto. Para proteger
os interesses dos bancos, as medidas apontadas desprotegem as
famílias e alimentam o ciclo de endividamento:
se uma família já não pode pagar a sua casa, entrega-a ao banco e
fica sem casa, mas continua endividada. A dívida remanescente
permanecerá muito alta porque acumula um diferencial considerável
(mais custas, comissões, juros): a diferença entre o preço da casa
na época da bolha imobiliária (valor altamente especulado) e o
atribuído agora pelos bancos, em época de crise e segundo os preços
de um mercado em quebra.
A
habitação, mais do que uma mercadoria é um elemento fundamental da
vida e um direito constitucionalmente consagrado (artº 65º CRP)
Assim sendo, defendemos que:
- Não pode haver despejos sem alternativas dignas para as famílias;
- A entrega da casa ao banco deve liquidar a dívida, tal como acontece em outros países, como os EUA ou a Islândia;
- As pessoas, quando não podem pagar o seu empréstimo devido à deterioração da sua situação económica e não têm qualquer alternativa habitacional digna, tenham a possibilidade de se manter na mesma casa, como arrendatários, pagando um valor que não ultrapasse 30% do seu rendimento.
NEM GENTE SEM CASAS NEM CASAS SEM GENTE
Apelamos à participação
na manifestação “que se lixe a troika”
na manifestação “que se lixe a troika”
Os níveis de incumprimento nos créditos à habitação, agora
verificados, são sintoma do fracasso das políticas “queres
casa vai ao banco”. As
políticas austeritárias promovidas pela Troika só têm contribuído
para generalizar o desemprego e a precariedade e para baixar os
salários, fazendo disparar os níveis de incumprimento nos créditos
à habitação e produzindo efeitos sociais dramáticos, que as
medidas propostas pelos partidos
da coligação governamental vêm agravar: as pessoas têm dificuldades em fazer
face à suas necessidades mais básicas e estão em risco de perder o
seu único tecto. Para proteger
os interesses dos bancos, as medidas apontadas desprotegem as
famílias e alimentam o ciclo de endividamento.
Não pode continuar assim. Apelamos à participação na manifestação Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas! no dia 15 de Setembro. O nosso ponto de encontro é em frente ao Forum Picoas, às 16h30. Junta-te a nossa faixa e reinvidica:
NEM GENTE SEM CASAS
NEM CASAS SEM GENTE
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Festa de solidariedade com o Bairro de Santa Filomena
Domingo, 9 de Setembro, às 17h
mais do que casas
é a vida de pessoas
que está a ser demolida.
não podemos deixar que isso aconteça.
Caro/a amigo/a
Os/as moradores/as estão a ser ameaçados/as de desalojamento pela Câmara Municipal da Amadora (CMA), sem que sejam apresentadas soluções alternativas viáveis e socialmente justas. Estes despejos programados constituem um atentado aos direitos humanos, violando não só o direito à habitação, mas também o direito a não ver-se submetido/a a trato desumano e/ou degradante, o direito à vida privada, bem como direitos da criança, das mulheres e das pessoas com deficiência.
Mesmo tendo sido alertada para este facto, a CMA avançou, nos dias 26 e 27 de Julho, com o desalojamento de vários/as moradores/as, e a demolição das suas casas. Estas pessoas encontram-se actualmente em situação muito precária e, embora não se tenham realizado desalojamentos no mês de Agosto, é com apreensão que encaramos a possibilidade das acções de despejo serem retomadas. Considerando o início do ano escolar, está também em risco a integração educativa das crianças desalojadas, e das que estão em risco de desalojamento.
Face a esta situação, moradores/as do Bairro de Santa Filomena estão a organizar uma festa de solidariedade que decorrerá no próximo domingo, dia 9 de Setembro, a partir das 17h30, no local onde há várias famílias sob ameaçadas de desalojamento, e onde, no início de Setembro, finalistas de Design de Comunicação da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa concluíram a colagem de fotos, em grande formato, de rostos de moradores/as em risco de desalojamento. O programa da festa incluirá actividades diversificadas como a realização de um debate sobre habitação e exclusão, animação dinamizada pelo Espaço Jovens, música e jantar com cachupa e feijoada.
Gostaríamos de contar com a sua participação na iniciativa.
Os/as Moradores/as de Santa Filomena
Avelino Moura
Domingas Pereira
Eurico Cangombi
José Fernandes
Luíza Silva Andrade
Sónia Domingues
Mais info:
habita.colectivo@gmail.com
www.habita.info
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